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  • Poeta Perdido

Uma carta à juventude tola

Atualizado: Fev 23

Texto escrito em 2017.

Num solo sozinho e apertado. Assim era aqueles que não podiam se expressar. Num mar repleto de liberdade. Assim é aqueles que não querem se expressar.

Juventude tola! Fraca de pensamento. Sonha mais do que pensa em realizá-los. Fala mais do que deve ouvir. Opina mais do que deve pensar sobre. Simplesmente encontra o sentido de tudo no ato de transmitir, e nunca se compromete no de receptar.

Juventude roca! Tenta falar, mais dali só sai palavras insanas. E o que mais intriga, é que se revoltar por este motivo não muda absolutamente nada. Qualquer coisa impressionante será tratada como se já fizesse parte do vasto repertório intelectual do apresentado a esta coisa. Quando no mesmo fato, a maior face de conhecimento deste, levando todos como generalização é claro pois é maioria, não é mais do que superficial.

Jovens dizem que são inteligentes, ainda mantendo a generalização, jovens pensam que são intocáveis quanto a influências externas, exalam frases que ditas como utópicas ainda sim seriam impossíveis: “Não sou influenciado, pois faço parte da nova geração”. Me sinto risonho quando ouço estas palavras. Se realmente existe a nova geração, só consigo ver aquela que forma ignorantes de carteirinha. E que para que um destes se recuse a ser um ignorante imprestável socialmente falando, é preciso que este se esforce para não assim o participar. E chega a ser revoltante existir o fato de que pessoas precisam se esforçar para que não participem da ignorância coletiva que á acerca.

Os jovens são corruptos, sujos de boca e pensamento. Não respeitam mais seus pais, avós, seus professores. E para que não precise ficar repetindo isto aos pequenos leitores aqui, digo que sempre neste caso irei generalizar. Não quero entrar aqui nas questões educacionais, mas circulando somente este meio, hoje as escolas formam verdadeiros péssimos alunos. Alunos de pouca fé, com seus pensamentos pré-críticos criados a partir do senso comum. Onde sua base filosófica é ridiculamente desinteressante. Onde seus professores são desencaminhados a dedicar-se em única e exclusivamente aumentar o intelecto do aluno, onde o que mais importa é somente ensinar, e fazer com que o aluno seja ensinado com êxito, ou seja, que este aprenda realmente. Este tipo de ensinamento infelizmente, e melhor adjetivando, catastroficamente tem sido um dos menores objetivos dos professores. Onde acabam por se interessar, e aí eu chamo a atenção para que estes ensinadores são influenciados a isso, em mais atribuir definição ao rendimento prático, do que atribuir definição abstrata ao pensamento educativo. Pensamento este que digo sendo o real aprendizado do aluno. Isto é, “me preocupo mais com a nota da prova, do que com se o aluno aprendeu mesmo ou não. ” Ora, avaliar o aprendizado através de uma prova avaliativa chega a ser satisfatório, e bom. Mas basear o conhecimento do aluno nisto é improvável. Não se pode o provar. É ridículo, preconceituoso, fraco. E infelizmente digo isso com certeza, pois convivo diariamente com isto.

Alunos bons sendo encaminhados a serem ruins. Sendo influenciados a preguiça. E ainda pior, baseando o conhecimento de aprendiz destes alunos em sua preguiça. Preguiça de ler e entender (apesar de eu chamá-lo de burrice) e então precisar escrever para isto, precisar copiar de um livro completo e repleto deste assunto, e ainda prestar nota a isto, ao invés de influenciá-los [os alunos] à melhorarem sua capacidade de interpretação de texto, por exemplo.

Meu único objetivo aqui é que você entenda isto, e que olhe nisto como um espelho. Onde estas coisas se refletem em você, e que você perceba que está sim dentro deste grupo da juventude tola. E que isto não é exatamente culpa sua, mas ouvir isto e não procurar isentar-se da ignorância, aí sim é sua culpa. Para determinadamente parar de ser ignorante (note que trato ignorância como falta de dedicação, não capacidade) você precisa ler, escrever mais. E lutar para que seu professor assim o incentive a isso. Você precisa muito ler, estudar. Precisa incansavelmente. Comece assim logo, eu imploro. Eu peço pelo mais que for sagrado a você, nem que seja seu próprio “eu”, que estude mais, mas estude aquilo que lhe interesse de verdade, estude muito até “manjar” cem por cento disto. Até achar que não consegue evoluir. E quando achar, então pare. Respire umas horas, ou dias. E então comece tudo de novo até assim o ter certeza. Estude meu amigo, leia. Leia, por favor. Favor a mim, a você, ao mundo!

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