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O Antigo Egito e os Cogumelos Enteógenos

Atualizado: Jul 8




A civilização milenar do Antigo Egito certamente conta com os mistérios enigmáticos mais expressivos da história da humanidade terrestre. Muitos desses mistérios persistem velados da população comum até os dias de hoje. Não é espantoso este fato, se formos observar o nível de moralidade que as sociedades humanas, mesmo a mais avançada na moral como os egípcios, carregavam no seio do âmbito popular. Naquela época, cerca de cinco mil anos atrás, onde a civilização egípcia estava no seu auge espiritual, os humanos ainda não estavam preparados moralmente para conhecer os principais mistérios que acercavam as adiantadas religiões do Egito Antigo. Os faraós se esforçavam para ascender espiritualmente, e as técnicas mais avançadas já utilizadas na Terra foram amplamente utilizadas para garantir este esforço. Porém como eram técnicas espirituais, e mentais, extremamente desenvolvidas, nunca antes e nem depois utilizadas tão intensamente quanto os sacerdotes egípcios, não poderiam ser ensinadas para o povo, em seu baixo nível moral.


Portanto, muitas dessas técnicas utilizadas no Egito Antigo, focalizadas aos Faraós e praticadas pelos sacerdotes e sacerdotisas, ficaram secretas entre as paredes dos templos, que se localizavam no interior das pirâmides. Escrituras nas paredes das tumbas e das câmaras das pirâmides, registraram as políticas de privacidade que o alto escalão do governo egípcio utilizava, principalmente nas primeiras dinastias como pode ser visto na seguinte passagem lendária do egípcio Livro dos Mortos:

“E você deve realizar essas cerimônias secretamente no Tuat - câmara da tumba, pois eles são mistérios do Tuat, e eles são simbólicos das coisas que são feitas em Khert-Neter [...] Que nenhum estranho em qualquer lugar tenha conhecimento disso. Não fale sobre isso com ninguém. Não repita. Que nenhum [outro] olho veja. Não deixe nenhum [outro] ouvido ouvir. Que ninguém veja, exceto [tu mesmo] e aquele que [te ensinou]. Não deixe a multidão [saber disso], exceto a ti mesmo e ao amigo amado de teu coração.”

A ordem era manter o máximo de silêncio possível sobre as principais técnicas espirituais utilizadas dentro das pirâmides, pois os mais avançados nos estudos espirituais sabiam dos problemas sociais que aconteceriam caso fossem vazadas ao público, e evitaram ao máximo qualquer possível vazamento. De certa forma, foram bem-sucedidos durante um período longo, onde nem mesmo os gregos mais intelectuais tiveram total acesso aos mistérios egípcios, e os que tiveram acesso, foram instruídos a manterem o máximo de discretizações possíveis.


E assim, muito do iluminado conhecimento egípcio teve de ser codificado, em fórmulas herméticas difíceis de serem interpretadas, onde apenas os estudiosos mais avançados poderiam interpretar. Assim, essas técnicas passaram de geração em geração no interior mais privado das escolas filosóficas, depois nas escolas alquimistas, e depois em algumas pontuais escolas iniciáticas porvindouras. Após a brilhante passagem do Cristo Nazareno pelas terras judaicas, uma profunda reforma moral foi instalada, visando a maioridade espiritual dos cidadãos humanos. Um longo trabalho de implantação se alastrou por dois milênios até o presente momento, onde a humanidade finalmente está espiritualmente pronta para conhecer sobre tais fascinantes mistérios.


Uma dessas técnicas espirituais que representa um dos mais importantes mistérios egípcios, sem dúvidas, é o que hoje chamamos de enteogenia, ou o que eu chamo mais especificamente de Psilotropia. Que é a prática de utilizar dos compostos enteógenos - outrora chamados de psicodélicos - para elevação espiritual. No caso da civilização egípcia, em específico, foi a utilização dos cogumelos enteógenos, principalmente da espécie Psilocybe cubensis, que representou uma das principais técnicas utilizadas pelo alto escalão da religiosidade egípcia. Foi uma técnica utilizada largamente para ascensão dos Faraós, para o conhecimento da imortalidade, o desenvolvimento espiritual dos membros do sacerdócio, comunicação com ‘deuses’ e espíritos mestres, e cura de doenças.


Um audacioso e contemporâneo estudo científico procurou demonstrar alguns dados importantes que sugerem, pela primeira vez na história da humanidade - como símbolo de estarmos preparados para novas revelações impactantes - a relação entre a civilização do Egito Antigo e o uso espiritual dos enteógenos. O artigo se chama The entheomycological origin of Egyptian crowns and the esoteric underpinnings of Egyptian religion, que significa “A origem ‘enteomicológica’ das coroas egípcias e os fundamentos esotéricos da religião egípcia.” Foi publicado em dezembro de 2005 no Journal of Ethnopharmacology, pelo projeto científico Ancient Egyptian Mycology and Mycolatry - “Micologia do Egito Antigo” - pelo deslumbrante autor Stephen R Berlant. Gostaria de trazer alguns dados interessantes colhidos neste excepcional estudo, a fim de introduzir à sociedade uma esplêndida revelação sobre os mistérios do Egito Antigo, com o objetivo de elevar o nível de conhecimento, e consequentemente o nível vibracional da consciência dos leitores.


Resumidamente, neste artigo o autor teoriza ​​que as coroas brancas e triplas egípcias eram originalmente representações dos primórdios do enteógeno Psilocybe [Stropharia] cubensis, que um conto egípcio conhecido como Cheops and the Magicians alegoricamente explicou crescer na cevada, e que Osíris foi o Deus do renascimento espiritual porque personificou esse e outros cogumelos enteógenos. Prossegue, teorizando que a planta comumente conhecida como Olho de Hórus, que os egípcios incluíam nos bolos e cervejas destinados a renascer espiritualmente os vivos e os mortos, era um chapéu de cogumelo enteógeno inteiramente análogo, senão idêntico, ao [hindu] Soma. Finalmente, explica porque tantos estudiosos não conseguiram discernir essas identidades e relacionamentos por tanto tempo.


Trarei aqui apenas alguns dados resumidos, porém vale a pena conferir o artigo na íntegra. Mesmo assim, as informações aqui compartilhadas podem nos dar uma justa noção sobre este tema, que poderá sem dúvidas modificar drasticamente a preconceituosa visão impregnadas neste compostos espirituais, que são os cogumelos enteógenos, e ainda elucidar sobre um reluzente mistério da mais avançada arte mental utilizada pela mais proeminente civilização já presente no planeta Terra.


Os principais resultados obtidos no estudo a serem compartilhados aqui, são os seguintes:



(Fig. 1)


Primeiramente, o que mais chama atenção no estudo é a notável semelhança entre uma típica coroa branca egípcia, hedjet (Fig 1. B,C e D), com o primórdio em estágio de pino do Psilocybe (Stropharia) cubensis (Fig 1. A). O autor faz a comparação na figura acima, onde é facilmente perceptível a semelhança com a coroa branca, que foi utilizada por várias dinastias do Alto Egito.

O autor argumenta que a semelhança é reforçada pelo fato de que os enteógenos “são conhecidos por levar as pessoas a acreditar, entre outras coisas, que eles são divinos e imortais.” Consequentemente, há motivos para acreditar que os Faraós - que também serviam como sacerdotes eruditos ou herbários - eram essencialmente fitoterapeutas xamânicos, cuja crença bem documentada em sua própria divindade e imortalidade foi induzida pela questão de “psilocibecubensização”, e que esses monarcas então homenagearam o Psilocybe cubensis, primeiro usando vários estágios dele nas cabeças e, mais tarde, usando representações desses estágios como coroas.

Essa identificação também pode explicar, por exemplo, porque um artista egípcio encontrou o símbolo da Coroa Branca em uma parede da tumba da 11ª Dinastia em Deir-el-Bahari (Fig 1. B) de uma forma que fazia com que seu topo, ou alça, correspondesse precisamente à cabeça e ao colar do Psilocybe cubensis na sua fase primordial (Fig. A), enquanto um escultor egípcio aplainava a parte inferior do bulbo, ou alça, da Coroa Branca do faraó Sesóstris I (Fig. D) de uma forma que a fazia se assemelhar impressionantemente a uma tampa do Psilocybe emergindo de seu primórdio.


(Fig. 2)


Além disso, esta identificação pode explicar por que a chamada Tríplice Coroa (Fig 2. B), orhemhem, sugere fortemente que foi projetada para representar um agrupamento de Psilocybes (Fig 2. A e C).


(Fig. 3)


Stephen menciona que a prática de representar os enteógenos foi difundida em diversas outras comunidades, como mostra a figura acima (Fig. 3) com os símbolos:

(1) a cabeça de uma divindade grega, frequentemente identificada como Deméter, usando uma coroa representando as cápsulas de papoula que produzem ópio;

(2) duas versões do deus egípcio do Nilo Hapi, um usando uma coroa de papiro e o outro com flores de lótus psicotrópicas (Emboden, 1978);

(3) um capacete havaiano ostentando cogumelos que Hoffman (2002) argumentou serem enteógenos.



(Fig. 4)


O estudo também diz que um pesquisador (Dikov, 1971) encontrou petróglifos de figuras humanóides vestindo cocar incrivelmente semelhantes em forma de cogumelo no alto de um penhasco no território esquimó Chukchi (Fig. 4 à esquerda), e glifos semelhantes com figuras coroadas carregando cogumelos foram encontradas na região de Tassili-N-Ajjer, no Saara (Fig. 4 à direita), de onde as pessoas podem ter migrado para o leste, para o Egito, para escapar da desertificação da região. Embora esta região seja atualmente árida, entre 10.000 e 5.500 A.C., durante os quais esta arte foi produzida, a região tinha grandes lagos e florestas, que incluíam coníferas e carvalhos. Portanto, pode-se inferir que alguns dos cogumelos nesta arte eram Amanita muscaria, que normalmente crescem em relação micorrízica com essas árvores e bétulas.



(Fig. 5)


Na verdade, não muito longe desses glifos do Saara está o de uma dançarina cuja cabeça e pescoço aparentemente compreendem uma Amanita muscaria primordial (Fig. 5B) (Samorini, 1992), e um glifo de uma abelha humanóide (Fig. 5A), que parece ser uma xamã, coberto de cogumelos. O que nos é de particular interesse aqui é o uso do faraó da abelha para simbolizar que eles eram "reis das abelhas".


(Fig. 6)


Ainda outro glifo do Saara descreve uma figura humanóide que parece estar defecando cogumelos que o pesquisador Samorini (1992) interpretou como Psilocybes com base na coprofilia deste cogumelo. No entanto, este glifo pode ter sido projetado especificamente para sugerir que a pessoa retratada estava defecando os restos de Psilocybes ingeridos anteriormente que voltaria a crescer em Psilocybe.

Os egiptologistas acreditam unanimemente que os antigos egípcios não comeram nem ingeriram cogumelos, muito menos espécies enteógenas. Mas o clima egípcio, como o do Saara, era muito mais úmido na pré-história do que é hoje, e na Figura 6 (à direita) mostra glifos egípcios representando figuras humanóides com cogumelos crescendo em suas cabeças e orelhas que se assemelham a uns vasos do México (Fig. 6 à esquerda) em forma de pessoas com cogumelos crescendo em suas orelhas.



(Fig. 7)


Esses glifos egípcios, catalogados por Winkler (1938–1939), foram encontrados em El Hosh , na região do Alto Egito associada à Coroa Branca, não muito longe da qual estão outros glifos (Fig. 7) que agora podem ser identificados de forma bastante confiável como estágio fálico de Psilocybes emergindo de seus primórdios.


Os Psilocybes tendem a crescer no esterco depositado por ruminantes em pastagens. Os egípcios, portanto, santificaram o besouro de esterco, ou escaravelho, pela sabedoria aparente que demonstrava rolar esse esterco em bolas, das quais os psilocybes cubensis frequentemente emergiam. Os egípcios, então, associaram esse besouro ao Sol, aparentemente porque a ingestão de cogumelos psilocibinos normalmente faz com que as pessoas vejam o mundo banhado ou emitindo uma luz místico-religiosa brilhante, branca ou dourada, enquanto os artistas egípcios frequentemente retratam o escaravelho empurrando o Sol no céu e os Psilocybe como sóis em miniatura.


Existe um princípio bem conhecido de magia simpática mantido na antiguidade, que o espírito da comida é ingerido junto com a comida e, subsequentemente, manifesta-se no comedor. Assim, os antigos egípcios que perceberam essa luz místico-religiosa após a ingestão de Psilocybes teriam, e aparentemente o fizeram, atribuído o fenômeno à ingestão da luz interior do cogumelo.

Pelo mesmo princípio, essas pessoas também teriam atribuído essa luz ao estrume do qual os Psilocybes aparentemente emergiram, especialmente porque o estrume liberou luz quando queimado. A iconografia egípcia é, portanto, carregada com muitas outras estruturas que foram claramente projetadas para representar cogumelos, embora os egiptólogos, por razões explicadas na conclusão, não tenham conseguido identificar essas estruturas como cogumelos.



(Fig. 8)


Talvez em nenhum lugar essa falha seja mais evidente do que no caso dos brincos egípcios, como os retratados na Figura 8. As interpretações dos formatos específicos desses objetos foram totalmente errôneas, onde a semelhança pode ser explicada de forma muito mais intuitiva, reconhecendo que os pinos (A) e (C) evocam a imagem do enteógeno Amanita pantherina (Fig. 8 B) e Amanita muscaria (Fig. 8 D e H), tipicamente encontrados ao longo da costa do Norte da África, e o pino (E) representando a imagem do Psilocybe (Stropharia) cubensis ( Fig. 8 F). E em particular, a incrível semelhança entre o pino G e o Amanita muscaria (Fig. 8 H), não pode ser facilmente ignorada.

Muitos brincos foram, portanto, feitos principalmente ou inteiramente de faiança azul ou lápis-lazúli para evocar a cor azul que distingue Psilocybes de cogumelos de aparência semelhante. Esses cogumelos são tradicionalmente conhecidos por sua capacidade de induzir fenômenos místico-religiosos comumente conhecidos como morte do ego e renascimento espiritual que eram aparentemente um elemento central, embora bem escondido, em muitos rituais religiosos egípcios muito antes de representações relativamente realistas desses cogumelos aparecerem como brincos de orelha no Reino Médio.


Os motivos pelos quais essas jóias pareciam relativamente atrasadas na história egípcia são desconhecidos, mas seu aparecimento pode ter sido causado por um relaxamento em uma política de segredo de longa data declarada na passagem citada anteriormente do Livro Egípcio dos Mortos, assim como o segredo tradicionalmente envolve a ingestão de cogumelos enteógenos em outras partes do mundo.


Independentemente do porquê essas representações de cogumelos apareceram tão tarde na história egípcia, pode-se inferir que esses brincos de orelha, muitos exemplos dos quais foram encontrados em tumbas em Abydos, Kerma e Amarna eram mais do que apenas jóias sem sentido que só por coincidência se assemelham a cogumelos. É quase certo que esses objetos tinham a intenção de representar cogumelos enteógenos, como os que crescem nas orelhas dos egípcios incrustados de cogumelos retratados em El Hosh.

Com base na crença amplamente difundida de que os símbolos, especialmente amuletos, eram imbuídos do poder das coisas que eles representavam, esses botões de ouro provavelmente foram usados ​​funerariamente em tentativas de renascimento espiritual e talvez até ressuscitar fisicamente egípcios mortos, com base na também antiga crença onipresente de que esses cogumelos eram plantas da imortalidade.



A teoria de que as Coroas Branca e Tripla foram projetadas para representar o primórdio de um cogumelo Psilocybe cubensis pode ser sustentada, segundo o estudo, observando-se que esse cogumelo é comumente cultivado hoje em dia, essencialmente da mesma forma que uma história egípcia antiga, conhecida como Cheops e os Magos, que descreve alegoricamente como as coroas foram concedidas aos governantes recém-nascidos da importante Quinta Dinastia do Egito em um documento conhecido como The Westcar Papyrus. Ou seja, Psilocybes são comumente cultivados hoje colocando grãos em recipientes, inoculando o grão com esporos e mantendo o grão úmido por aproximadamente 14 dias enquanto os esporos incubam. Da mesma forma, na quinta e última história contada em Cheops and the Magicians, as coroas são concedidas aos governantes do Egito por divindades que as esconderam na cevada que foram expostas a uma tempestade e depois incubadas em um depósito por 14 dias.


Pode-se inferir com um certo grau de segurança que Chéops e os Mágicos foram planejados para explicar alegoricamente que as coroas do Egito eram originalmente Psilocybes que cresciam da cevada. O quinto conto pega nas últimas linhas da obra, com Reddedet, esposa de um sacerdote no Egito Antigo vivendo na Quarta Dinastia de Khufu, passando por um trabalho de parto difícil. Na história, ela estava grávida dos três próximos faraós que administrarão a Quinta Dinastia. O deus Rá envia Ísis, Néftis, Meskhenet, Heket e Khnum para ajudá-la. Eles libertam os três filhos. Estes foram os primeiros três reis da 5ª Dinastia: Userkaf, Sahure e Kakai.

Rewosre [o marido] fica grato e dá às divindades disfarçadas um saco de grãos para fazer cerveja, e elas vão embora. Ísis então lembra que eles não deram nada de milagroso aos filhos ou a seus pais e então os deuses criam secretamente três coroas reais dentro do saco de grãos, e voltam para a casa. Antes, eles geram uma tempestade molhando as coroas, e perguntam se podem deixar o saco de grãos para que não continue na chuva. O saco é então trancado em uma sala e os deuses seguem seu caminho. Duas semanas depois, assim que Reddedet se recuperou, eles estão preparando uma festa e sua criada lhe diz que eles não têm grãos para fazer cerveja, exceto o saco que Rewosre deu aos músicos. Reddedet diz para usá-lo e Rewosre irá substituí-lo antes que eles retornem. Quando a criada entra no quarto, ouve uma música de festa e, assustada, corre e conta a Reddedet. A mãe vai até a sala e percebe que os sons estão vindo do saco e vê as três coroas reais. Ela está muito feliz porque seus filhos serão reis, mas tem medo que Khufu descubra, então ela tem o saco trancado em um baú. [...]


A história continua, e acaba tendo um final feliz, pois Khufu já havia sabido sobre este acontecimento anteriormente, onde fora avisado por um mago descrito na história anterior a esta do nascimento dos reis. Porém o mais importante aqui, é observarmos as semelhanças e referências presenciadas nesta última história, que era contada amplamente pelos egípcios como forma de entretenimento, com o processo de cultivo dos cogumelos enteógenos. Como se os sábios egípcios quisessem eternizar estes conhecimentos, embutidos em históricas metafóricas.



(Fig. 9, Hieróglifo de coroa branca)



Além disso, é aparentemente por esta razão que o hieróglifo para a Coroa Branca (Fig. 9) compreende o que agora pode ser identificado como um primórdio de Psilocybe cubensis, representado no hieróglifo egípcio como a Coroa Branca dentro de uma cesta, evidentemente projetado para representar a cevada da qual as coroas emergiram em Cheops and the Magicians. Portanto, na Fig. 10, a divindade solar egípcia Hórus segura a Coroa Branca em frente ao rosto em uma tigela ou cesta para significar que a coroa é comestível.



(Fig. 10. Hórus, usando a Coroa Dupla, segura a Coroa Branca perto do rosto em uma tigela ou cesta para indicar que é comestível e, talvez, que ele está se preparando para comê-la.)


O autor da história evidentemente decidiu fazer com que as divindades criassem a tempestade porque o surgimento dos cogumelos normalmente segue chuva, trovão e raios no folclore fúngico do mundo. O autor de Cheops, portanto, habilmente fez com que as divindades criassem a tempestade para umedecer a cevada, pressagiando assim a aparência dos cogumelos que ela continha.

A teoria de que as coroas ocultas eram Psilocybes ainda encontra mais apoio em sua capacidade de explicar, porque, na história do papiro a empregada ouve música vinda da cevada exatamente 14 dias após a cevada ter sido exposta à tempestade: o ciclo de frutificação de muitos Psilocybes é de aproximadamente 14 dias (Stamets, 1996).



(Fig. 11. Dançarinos de muu vestindo variações tecidas em formato de cesta da Coroa Branca.)


Em vista dessa análise, segundo o que nos apresenta o estudo científico, não é por acaso que a palavra egípcia muu, para os chamados dançarinos muu, (Fig. 11) que eram os responsáveis ​​por trazer as almas dos mortos para o outro mundo, se referia a bufões e anões, pois esses dançarinos eram, evidentemente, originalmente os análogos egípcios dos espíritos dos cogumelos dançantes que as pessoas costumavam ver após ingerir cogumelos enteógenos. Pois, segundo o autor, os muu eram de fato originalmente personificações dos Psilocybes que suas coroas foram projetadas para representar.


De fato, é precisamente porque os egípcios personificavam os cogumelos enteógenos, por um lado, como coroas, mas, por outro lado, como divindades que a referida inscrição na tumba do Faraó Unas também afirma: “O Faraó é o touro do céu ... que vive sobre o ser de cada deus ... seus grandes são para sua refeição matinal, seus de tamanho médio são para sua refeição da tarde, seus pequenos são para sua refeição noturna ”. Aparentemente em referência a os cogumelos diferenciados, personificados como deuses, que o Faraó ingeriu.


Como Osíris, ainda segundo o autor, era evidentemente a personificação de um Psilocybe cubensis, é possível interpretar o trecho descrito no Papiro de Ani (o atual principal papiro utilizado como referência para o Livro dos Mortos) onde diz "Tua cabeça é azul [como] lápis-lazúli", obviamente em referência à tendência que as tampas de Psilocybe cubensis têm de ficar azuis quando tocadas, enquanto o A Coroa Azul Egípcia, tampa-coroa, orkhepresh, foi projetada para representar tal tampa.


Outro fato interessante, é que as serpentes eram intimamente associadas na antiguidade com cogumelos, especialmente espécies tóxicas e enteógenas, e os egípcios frequentemente cercavam os primórdios de Psilocybe cubensis em suas coroas com serpentes para indicar que os cogumelos representados por essas coroas continham toxinas que poderiam conferir imortalidade e divindade às pessoas que os ingeriram. Portanto, a inscrição acima mencionada na tumba de Unas também afirma: "É a cabeça erguida da serpente que os guarda para ele", evidentemente referindo-se a essas serpentes como guardiãs dos cogumelos sagrados.



(Fig. 12. Osíris erguendo-se de uma cesta, envolto nas asas de Ísis é simbolicamente equivalente ao hieróglifo da Coroa Branca.)


Aqui, observando Osíris como originalmente uma personificação de um Psilocybe, que a Coroa Branca simbolizava, a imagem dele surgindo de uma cesta, envolto nas asas de sua consorte Ísis (Fig. 11), inteiramente equivalente ao hieróglifo da Coroa Branca, nos mostra mais uma confirmação que os sábios egípcios consideravam-na como comestíveis.



(Fig. 13. À esquerda, Osíris em sua pose típica de cogumelo.)


Osíris era, portanto, tipicamente representado monopodialmente com braços nos quadris (Fig. 12, à esquerda), obviamente para que ele se parecesse notavelmente com um cogumelo (Fig. 19, à direita), especialmente para qualquer pessoa que teve o privilégio de ter a informação esotérica de que a natureza original de Osíris era micológica. Na verdade, como a prática de personificar cogumelos como seres monopodiais era difundida na antiguidade, as múmias eram aparentemente modeladas com pernas e braços unidos ou fundidos e nos quadris para se parecerem com cogumelos, segundo o estudo.


Foi aparentemente pela ingestão desses Psilocybes e pela experiência do renascimento espiritual que eles puderam induzir que os reis egípcios derivaram seu conhecimento do que posteriormente chamaram de "Segundo Nascimento". Esse nascimento foi então atribuído ao espírito do Sol passando primeiro para a palha, depois para os cogumelos e, finalmente, de volta para o falecido Faraó, que provavelmente foi ressuscitado como a divindade solar Osíris.


(Fig. 14. Um utchat egípcio, representando o Olho de Hórus, Re e Thoth, bem como uma planta que supostamente poderia produzir um elixir da imortalidade.)



Como Osíris era originalmente um cogumelo enteógeno, segundo o autor do estudo, ele também foi uma figura proeminentemente em uma lenda egípcia em que Osíris foi ressuscitado após ingerir uma estrutura que o egípcio chamou de “o utchat”, agora comumente conhecida como o Olho de Hórus. O Olho de Hórus (Fig. 13) geralmente tem sido considerado como um símbolo solar, lunar e ornitológico porque Hórus era uma divindade solar e lunar com a cabeça e, muitas vezes, o corpo de um falcão. Mas o Olho de Hórus era até então também uma planta com a qual os egípcios faziam um elixir e bolos que acreditavam poder conferir a imortalidade sobre as pessoas, sobre as quais E.W. Budge escreveu:

“Os deuses se nutriam com o alimento celestial que lhes era fornecido pelo Olho de Hórus, ou seja, sustentavam sua existência nos raios de luz que caíam do sol que iluminava o céu, e eles tornaram-se seres cujos corpos eram inteiramente de luz.” [...]

Em outros lugares, lemos sobre 'pão da eternidade’ e ‘cerveja da eternidade '(Budge, 1969).


Os egípcios, portanto, incluíram esta planta da imortalidade na cerveja e nos bolos que sepultaram com reis egípcios mortos, de acordo com a lenda em que Osíris, que todo rei aspirava a se tornar, foi ressuscitado depois de alguma forma comer o Olho de Hórus (Griffiths, 1980). O significado enteomicológico desta planta, e a razão pela qual os sacerdotes egípcios acreditavam que ela poderia conferir a imortalidade àqueles que consumiam alimentos feitos a partir dela, podem agora ser totalmente compreendidos observando-se que os olhos são símbolos intuitivamente apropriados de gorros de cogumelos enteógenos, porque tais gorros são ovóides como olhos e normalmente têm uma protrusão central ou depressão sugerindo a íris de um olho (Ott, 1969).


Além disso, olhos, como os sóis, são símbolos muito apropriados de gorros de cogumelo enteógenos, porque ingeri-los induz os fenômenos luminosos que os símbolos solares e lunares tão apropriadamente descritos metaforicamente. Consequentemente, esses limites tinham a reputação de dar às pessoas a capacidade de ver outros domínios da realidade - bem como ‘utchat’ é referenciado várias vezes como ‘o olho que tudo vê’, claramente dando alusão ao ‘terceiro olho’, muito explorado nas literaturas védicas, também caracterizando o Olhos de Hórus como oferecendo uma capacidade de visão ampla, podendo os véus das realidades espirituais se abrirem para tais olhos.


Assim como, doutra forma, Odin, o deus nórdico, enquanto pendurado, como um cogumelo rizofílico personificado, na árvore sagrada Yggdrasil, ganhou o dom da onisciência e da presciência somente depois de beber de um poço no qual ele colocou o olho.


A teoria de que o Olho de Hórus era um cogumelo enteógeno também pode ser comprovado observando-se que os egípcios personificavam esse olho da mesma forma que os antigos sacerdotes hindus personificavam o Soma. O Soma era uma bebida sacramental utilizada na Índia antiga, originada no céu, e passou a ser comparada mais tarde com a Ambrósia dos Gregos, considerada uma bebida dos Deuses do Olimpo. E passa então a ser utilizado nas iniciações Eleusianas - para os Gregos aquele que bebia o Soma chegava facilmente à posição de Brahma, o Deus Criador da Trindade Hindu. Ela é mencionada nos Vedas, as escrituras sagradas da Índia, a qual relata uma série de contos envolvendo sua ingestão por alguns Deuses Hindus.

O Soma védico era uma bebida ancestral que promovia a imortalidade àqueles que a tomavam. Para os xamãs ancestrais o uso sagrado do Soma fornecia visões místicas e revelações espirituais recebidas através de transes profundos. O Soma era utilizado nas iniciações xamânicas e bramânicas no período pré-védico e védico.

Entre os humanos, ele possibilitava o renascimento em forma de Deus, deixando assim sua forma física, pois o Soma fornecia o divino poder de inspiração e desenvolvia no ser humano a faculdade de clarividência. Para o Xamanismo Ancestral o Soma possibilitava a mesma conexão que a Ayahuasca promove. O efeito era similar, apenas com uma diferença, mantras eram entoados para intensificar ainda mais seu efeito.


Para comprovar a estreita relação do egípcio elixir feito do Olho de Hórus, a partir dos chapéus dos cogumelos enteógenos, com o Soma hindu, como se esse último fosse simplesmente uma adaptação hindu para a técnica de elevação espiritual baseada nos cogumelos enteógenos, principalmente estudada pelos estudiosos avançados do Antigo Egito, Stephen Berlant coloca alguns pontos interessantes encontrados no Rigueveda, o Veda mais antigo e, ao mesmo tempo, o documento mais antigo da literatura hindu, composto de hinos, rituais e oferendas às divindades, onde precisamente:


(1) Os egípcios personificaram Hórus e Osíris como olhos, assim como o Rg Veda descreve a planta Soma e seu elixir como um olho (Rg Veda I 875ab; IX 94; IX 10 ab).


(2) Os egípcios personificaram Hórus e Osíris como o Sol, justamente como o Rg Veda personifica o espírito da planta Soma, que também produziu um elixir divino, como uma divindade solar luminosa (Rg Veda I, 4610ab; IX, 26c; IX, 275ab).


(3) O Os egípcios descreviam Hórus e Osíris como lunares luminosos, assim como o Rg Veda descreve a planta Soma e seu elixir como uma divindade lunar luminosa (Rg Veda 8.082.08; 10.052.02: 6.039.03).


(4) Os egípcios afirmavam que o Olho de Hórus poderia conferir imortalidade àqueles que o consumiram, ou um elixir feito a partir dele, assim como o Rg Veda descreve a planta Soma e seu elixir como tendo a capacidade de conferir imortalidade àqueles que o consumiram (Rg Veda, 8.048.03; 1.091.06; 1.091.18; 8.048.12; 8.048.11).


(5) Os egípcios associaram ou personificaram Hórus e Osíris como falcões, como o Rg Veda, bem como o Taittiriya Samhita e Aitareya Brahmana, associam Soma com um falcão, alegando mais especificamente que este falcão trouxe Soma para a Índia (Rg Veda 1.080. 02; 1.093.06; 8.082.09) (Taittiriya Samhita 6.1) Aitareya Brahmana (3.25-27).


(6) Os egípcios acreditavam que o Olho de Hórus foi submerso e, em seguida, retirado das águas primitivas, assim como o Rg Veda afirma que a planta Soma surgiu do águas primitivas, e era uma parte terrestre consumível dessas águas (Rg Veda, IV 58.1) (Lidova, 1995).


Do que foi dito acima e de muitas outras passagens textuais hindus a serem mencionadas, pode-se inferir que o Olho de Hórus era quase com certeza o análogo egípcio do Soma.


Enfim, aqui eu procurei trazer apenas alguns pontos pertinentes encontrados neste intrigante estudo científico, para serem refletidos e compartilhados. Em suma, vou deixar aqui a conclusão escrita pelo autor do estudo, que pretende resumir de forma apropriada o que foi aprendido através de sua pesquisa. Nesta conclusão o autor explica, de forma bem exprimida, sobre sua opinião do porquê os atuais cientistas e egiptólogos não conseguirem tirar a mesma conclusão. Ele diz: “O artigo contém evidências textuais e gráficas que sugerem fortemente que as coroas brancas e triplas egípcias eram originalmente primórdios do enteógeno Psilocybe (Stropharia) cubensis, que um conto egípcio conhecido como Quéops e os mágicos alegoricamente atribuiu à cevada. Além disso, o jornal contém evidências textuais e gráficas que sugerem fortemente que Osíris era o Deus do renascimento espiritual, porque ele originalmente personificou os Psilocybes, o Amanita muscaria e, provavelmente, o Amanita pantherina.

Por fim, o artigo teoriza que a planta conhecida como Olho de Hórus, que os egípcios incluíam nos bolos e cervejas que inventaram para renascer espiritualmente os vivos e os mortos, estava intimamente associada a Osíris, porque esse olho simbolizava um chapéu de cogumelo enteógeno que era o análogo egípcio de Soma.

Pode-se perguntar por que os egiptólogos que estudaram o material acima por tantos anos não perceberam as identidades e relacionamentos que acabei de elucidar. As razões para isso, creio eu, são várias.

Em primeiro lugar, como o eminente filósofo da ciência, Kuhn (1962) apontou, a educação profissional muitas vezes leva os alunos a ver as coisas da mesma forma que seus professores as viam, muitas vezes a ponto de fazer com que qualquer grupo veja essas coisas de forma diferente é muito difícil, senão impossível. Foi por esse motivo, juntamente com o fracasso em perceber que autoridade não é sinônimo de verdade, que a noção aristotélica de objetos mais pesados ​​caindo mais rápido do que os mais leves conseguiu sobreviver por mais de 1600 anos, e as teorias atuais sobre as origens e fundamentos da religião egípcia existem praticamente inalterados há décadas. A teoria apresentada neste artigo é um afastamento radical dessas teorias, mas repousa no mesmo corpo de evidências textuais e gráficas.

Em segundo lugar, os egiptólogos, como regra geral, sabem pouco ou nada, e implicitamente se importam ainda menos, sobre como os enteógenos podem afetar a visão de mundo de alguém, ou a extensão da qual esses compostos têm sido tradicionalmente usados ritualisticamente em outras culturas, por exemplo, para comungar com ancestrais que, em muitos casos, eram divindades. Osíris era o patriarca faraônico, e a comunhão com ele aparentemente envolvia a ingestão de suas encarnações botânicas, cogumelos enteógenos. Isso, assim como os gregos ingeriram a personificação botânica de Dionísio, a grape - ou, como Graves (1960) sugeriu, cogumelos enteógenos no vinho - após o que seu espírito aparentemente se levantou e os possuiu. A crença de Heróduto de que Osíris era o análogo egípcio, se não o predecessor, de Dionísio era, portanto, bem fundamentada.

Terceiro, os cogumelos enteógenos [em vários países] são considerados drogas ilegais usadas principalmente por jovens e adultos para recreação, e os efeitos que esses cogumelos induzem são considerados alucinações ou ilusões. Em contraste, os antigos tinham as plantas psicotrópicas e os efeitos que elas induzem em alta conta, a ponto de a ingestão dessas plantas ser tipicamente reservada para sacerdotes e videntes. A tendência implícita dos egiptólogos de considerar os cogumelos enteógenos com desdém é, portanto, um problema cultural que evidentemente teve um efeito prejudicial na riqueza de evidências de que a ingestão de tais cogumelos sustentava a antiga religião egípcia.

Finalmente, egiptólogos e leigos romantizaram os egípcios e suas divindades desde o próprio advento da egípcia. A teoria de que a religião e a cultura egípcia foram construídas em torno da prática de ingestão de cogumelos enteógenos, que agora condenamos, pode criar uma dissonância cognitiva que algumas pessoas talvez nunca sejam capazes de resolver.”


Concluindo então o autor, com propícias palavras, podemos observar o quão distantes ainda estamos, a nível científico, de entender profundos mistérios acerca do Egito Antigo, e seus costumes espiritualistas. Porém, felizmente, agora podemos saber, mesmo que vagarosamente, mais amplamente sobre tais mistérios. Não sabemos quando iremos poder praticar essas técnicas em massa novamente, para assim realinhar a humanidade para com seu rumo espiritual, como é de meu mais profundo anseio, porém já podemos ter acesso a informações como as aqui descritas, e isso é um ponto positivo.


Creio que em breve estaremos mais próximos desse mundo ideal, e este artigo tem o objetivo de aproximar a humanidade um pouco mais a este rumo. Os cogumelos enteógenos possuem um papel primordial neste processo de realinhagem, onde quando só poderiam ser utilizados seriamente pelos mais vigorosos sábios antigos, agora poderão ser amplamente aplicados à população comum, já moralmente preparada para tal - mesmo que não consigamos observar isso agora - após os diversos aprendizados trazidos pelo singelo Mestre da Galiléia, e seus missionários porvindouros.


O Brasil possui uma responsabilidade ímpar nesta temática, pois está aberto legalmente para esta prática espiritual, o que infelizmente não se repete nas outras grandes nações. E ao mesmo tempo, tendo em solo natal os cogumelos Psilocybe cubensis, se torna um potencial centro espiritual para o uso desta técnica. Isto, culminando com o fato do país ter a missão espiritual de construir, pelo seu amor cristão incondicional, a próxima civilização humana da Nova Era, nos mostra o quão importante é conhecermos sobre esta prática, entendermos sua potencialidade, e evidentemente praticá-la corretamente.


A quem se interessar, baseado nestes conhecimentos compartilhados no artigo, e em vários outros estudos e experiências, desenvolvi um modelo contemporâneo de prática espiritual utilizando os cogumelos enteógenos, voltado justamente para este processo de autodesenvolvimento e contato com a imortalidade, quais eram profundamente explorados pelos antigos egípcios. A prática se chama Psilotropia Guiada, e pode ser melhor conhecida clicando aqui.


O meu objetivo, ao desenvolver a prática e ao postar este artigo, bem como discorrer sobre este assunto em outros artigos, é trazer à luz popular uma importante técnica de elevação espiritual, amplamente utilizada pelos antigos, passada de geração em geração nos serviços escondidos até aqui. Pois é chegado o momento para todos serem apresentados não somente a esta técnica, mas também à todas as revelações sobre a natureza do indivíduo e do universo, adquiridas a partir da prática correta desse possante recurso espiritual.


Referência: The entheomycological origin of Egyptian crowns and the esoteric underpinnings of Egyptian religion




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